FBI quer obter históricos de navegação sem mandado

FFirmas especializadas em tecnologia e defensores da privacidade digital estão avisando os usuários sobre uma nova legislação que, se aprovada, daria ao FBI (Agência Federal de Investigação dos EUA) o poder de acessar os registros de transações de comunicações eletrônicas sem a necessidade de um mandado. Isso quer dizer que, em investigações que forem consideradas relacionadas a espionagem ou terrorismo, eles teriam acesso a informações de alto nível.

Esses dados incluem os sites que uma pessoa visitou, o tempo gasto navegando nesse site, metadados de emails, localização e endereço de IP. Com a lei, para ganhar acesso a isso tudo, um agente precisaria apenas escrever uma “carta de segurança nacional” (da sigla em inglês NSL) que não requer aprovação por parte de um juiz.

Mas vale lembrar que esses dados não representam um histórico de navegação completo, mas sim a parte genérica dos endereços. Por isso, eles saberiam que você passou alguns minutos (ou, para nossa sorte, algumas horas) no commitlinux.com.br, mas não saberiam se você estava lendo essa notícia ou se estava com o Duck Duck Go aberta.

Mesmo assim, o pessoal do FBI insiste que esses dados são de extrema importância para a agência. Eles reclamam o que consideram ser “um erro de digitação” no Electronic Communications Privacy Act tem permitido que as empresas de tecnologia se recusem a fornecer dados de seus usuários.

Já as empresas de tecnologia, que incluem Facebook, Foursquare, Google e Yahoo, não estão felizes com as mudanças propostas. Juntas com organizações sem fins lucrativos como Human Rights Watch (HRW), Anistia Internacional e a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), elas assinaram uma carta aberta que avisa sobre os perigos da legislação. As companhias argumentam que um aumento dos poderes da NSL poderiam revelar detalhes “incrivelmente íntimos” das vidas de seus usuários.

“Essa informação pode revelar detalhes pessoais como as afiliações políticas, condições de saúde, religião, histórico de abuso de substâncias, orientação sexual e até mesmo os movimentos de uma pessoa durante o dia”, diz a carta.

Com Informações