Tensão entre Brasil e Facebook faz aumentar o uso do Telegram por cibercriminosos

Ainsistência de nosso querido país em querer que o Facebook entregue informações sobre mensagens trocadas no WhatsApp está forçando os criminosos a encontrar outras maneiras seguras de se comunicar.

A justiça brasileira esta semana congelou cerca de R$ 19,5 milhões de uma conta bancária do Facebook por conta do descumprimento de uma ação judicial envolvendo questões de criptografa no aplicativo de mensagens.

Ações como esta, ligadas a outras da justiça brasileira, levaram os criminosos brasileiros a mudar seu meio de comunicação para sistemas de mensagens mais seguros, como o Telegram.

O blog da Trend Micro citou duas as principais razões para a mudança: em dezembro do ano passado e novamente em maio deste ano, ono WhatsApp foi temporariamente paralisado no país por ordem judicial, forçando os cibercriminosos a encontrar uma alternativa para conversar. Nessas ocasiões, os tribunais brasileiros exigiram que o Facebook/WhatsApp fornecesse informações sobre o conteúdo de mensagens enviadas/recebidas no aplicativo, a fim de auxiliar nas investigações criminais em andamento.

“Acreditamos que os cibercriminosos optaram pelo Telegram, porque, como o WhatsApp, ele criptografa as mensagens enviadas através de sua rede. Por conta disso, a justiça não pode provar qualquer natureza ilícita nas transações realizadas pelos cibercriminosos através do serviço. Os usuários também podem criar e conversar com vários grupos de pessoas ao mesmo tempo, bem como em páginas de fóruns, onde várias ofertas de criminosos e comunicações ocorrem, disse o blog da Trend Micro.

Desde que o WhatsApp implantou o recurso de criptografia ponta-a-ponta, o Facebook disse que não tem como fornecer as informações solicitadas.

A relação entre a rede social e Brasil se tornou tão tensa, em que março deste ano, Diego J. Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, foi preso pelas autoridades sob acusação de obstrução da investigação e negligência.

A Trend Micro informou que os “maus brasileiros” se adaptaram facilmente no Telegram, onde oferecem uma ampla variedade de produtos para venda, além de números de cartões de crédito roubados de contas hackeadas do Netflix. Essa facilidade de adaptação pode ter algo a ver com a idade.

“Com base em alguns locais que encontramos, os vendedores das credenciais roubadas ainda estão na escola, com idade provavelmente inferior a 20 anos. Mas a maioria certamente são auto-didatas/aprendem sozinhos, pois conseguem obter conhecimentos e habilidades por fazerem parte de fóruns, a julgar pela quantidade de tutoriais e guias de como fazer hacking/carding (fraude com cartões de crédito), que eles compartilham com outros membros do grupo”.

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